9 de outubro de 2026
Viagem de negócios para S. Francisco "EUA" organizada pela Redbridge Lisbon, Unicorn Factory Lisboa e Startup Portugal, reuniu 10 empresas que juntas já captaram mais de 11 milhões de euros e empregam mais de 160 pessoas

Uma dezena de startups portuguesas terminou esta semana a sua participação na SF Tech Week 2026, em São Francisco, numa missão inédita que colocou, pela primeira vez, um evento português na agenda oficial de uma das mais importantes semanas tecnológicas dos Estados Unidos.
A iniciativa Portugal at SF Tech Week 2026, organizada pela RedBridge Lisbon, Unicorn Factory Lisboa e Startup Portugal (com apoio da AICEP, do Consulado-Geral de Portugal em São Francisco e outros parceiros), reuniu empresas que, em conjunto, já captaram mais de 11 milhões de euros em investimento e empregam mais de 160 pessoas. As participantes — CodePlatform, Enline, ExpertGrain, FRANK, Lampsy, noticed, Octo Health, Savearth, The C-MORE Company e VeriCasa — atuam em áreas como SaaS, HealthTech, inteligência artificial, machine learning, DeepTech, energia, seguros, imobiliário e hotelaria.
A cobertura detalhada desta missão foi feita pelo Expresso, através da jornalista Juliana Simões, que acompanhou o grupo e deu voz às ambições e aos desafios identificados pelos empreendedores e organizadores. No artigo do Expresso, destaca-se a frase que resume uma das principais barreiras sentidas: “Portugal não tem uma legislação, justiça e mercado de capitais ao nível dos EUA”. Esta comparação ilustra por que tantas startups olham para o mercado norte-americano como destino natural de crescimento: acesso a capital de risco de maior escala, clientes, parceiros e um ecossistema mais maduro para acelerar a internacionalização.
Segundo Filipa Pinto Carvalho (cofundadora da RedBridge Lisbon), a delegação inclui empresas em fases muito distintas — desde uma fundada este ano, com duas pessoas e sem capital externo, até uma de 2019 com 54 colaboradores e 5,65 milhões de euros já levantados. Gil Azevedo (diretor-executivo da Unicorn Factory Lisboa) sublinhou que as selecionadas estão preparadas para o nível de exigência do mercado americano e que a agenda incluiu contactos com investidores e empresas como J.P. Morgan e Salesforce.
Para o ecossistema de compra e venda de empresas em Portugal, esta missão tem relevância direta. Startups que conseguem validar produto-mercado, angariar capital e estabelecer tração nos EUA tendem a aumentar significativamente o seu valuation e atratividade para investidores estratégicos, fundos de growth ou processos de M&A. Ao mesmo tempo, a crítica recorrente à legislação, justiça e mercado de capitais nacional reforça a necessidade de reformas estruturais se Portugal quiser reter e escalar mais empresas em casa, em vez de as ver migrar ou ser adquiridas por players internacionais.
A participação na SF Tech Week marca um passo concreto na construção de pontes entre Lisboa e Silicon Valley. O sucesso destas dez empresas — e de futuras missões semelhantes — poderá traduzir-se não só em crescimento individual, mas também em mais operações de investimento, parcerias e, eventualmente, transações de compra e venda de empresas com dimensão internacional.
Fonte principal da cobertura no terreno: Expresso, jornalista Juliana Simões (artigo de 7 de outubro de 2026). Informações complementares cruzadas com Portugal Global / AICEP, Empreendedor.com, Jornal Económico, Executive Digest e Notícias ao Minuto. Feito por: THEOMINI